terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Inclusão na escola comum: um desafio.


A inclusão escolar dos deficientes intelectuais é um grande desafio para as escolas e professores que não sabem como agir para ensinar esses alunos. Para que ocorra a inclusão, é necessário que o professor da sala comum e o professor da educação especial trabalhem em conjunto, compartilhando conhecimentos.
O conhecimento do professor da educação especial é um grande aliado ao se deparar com a entrada do aluno com deficiência intelectual. Porém, nem sempre existe este profissional no corpo docente da escola. Pesquisar, ler, informar-se sobre aspectos da deficiência intelectual também ajudará neste trabalho.
                   Além disso, é importante conhecer o aluno e suas características (dificuldades, facilidades, experiências anteriores, conhecimentos já adquiridos, etc.) para se pensar numa forma de trabalho com ele.


Referência:
VELTRONE, A. A. A inclusão escolar sob o olhar dos alunos com deficiência mental. 125p. Dissertação (Mestrado em Educação Especial). Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2008.

Já ouviu falar sobre co-ensino?


Co-ensino é o conceito de colaboração entre os profissionais no processo de inclusão, em resumo significa trabalhar junto.
Trabalhar em conjunto com outro professor pode oportunizar um crescimento pessoal e profissional a ambos. Podemos beneficiar também o aluno que assistido por mais de um profissional com conhecimentos que se completam poderá ter um melhor desenvolvimento e maior rendimento acadêmico.
Para que o co-ensino aconteça, mudança no papel dos professores da escola precisa acontecer. Dessa forma os professores precisam ter um espírito de equipe, confiança mutua e uma postura flexível respeitando sugestões e formas de trabalhar.
                   A paridade é algo essencial, pois ela não estabelece a hierarquia, mostrando que ambos os professores podem contribuir para o aprendizado do aluno.

Referências:

 ARGUELES, Maria E. HUGHES, Marie T. SCHUMM, Jeanne Shay. Co-Teaching: a Differente Approach to inclusion. Principal (Reston, Va.) 79 n. 4 48-50-1 Mr 2000

 CONDERMAN, G.; BRESNAHAN, V.; PEDERSEN, T. Common issues and practical solutions to co-teaching. In: ______. Purposeful co-teaching: real cases and effectives strategies. Corwin Press: Thousand Oaks, California. 2009. p. 19-35.

Prevenção

15 MOTIVOS DE ALARME
AGENTE
GESTANTE
FETO
1)     Fumo
No futuro, uma série de doenças.
Prematuridade e baixo peso ao nascer.
2)     Álcool
Doenças do fígado principalmente; além de outras, e abortamento.
Prematuridade, baixo peso e doenças genéticas.
3)     Aspirina
Irritações gástricas.
Problemas de hemorragias na véspera do parto.
4)     Condimento forte (pimenta, etc)
Irritações gástricas.

5)     Meclizina (existem em certos remédios para vômito)

Malformações.
6)     Talidomida

Malformações
7)     Clorafenicol
Inibe a síntese de proteínas na célula.
Síndrome cinzenta.
8)     Tetraciclina
Lesão de fígado.
Defeitos ósseos e nos dentes.
9)     Estreptomicina
Problema de audição.
Problema de audição.
10) Fanamicina
Lesão renal ou neurológica.
Lesões renais e de audição.
11) Heroína e derivados de morfina
Toxemia, hemorragia e abortamento.
Prematuridade e peso baixo.
12) Sulfa

Icterícia no recém-nascido.
13) Anfetamina
Ansiedade, medo, excitação, quadro semelhante de esquizofrenia paranóide.
Malformações.
14) LSD
Abortamento
Danos genéticos e malformações.
15) Maconha
Depressão, possível atrofia cerebral.
Lesões fetais.

Causas

CAUSAS
DURANTE A GRAVIDEZ
NO NASCIMENTO
DEPOIS DO NASCIMENTO
GENÉTICAS
·        Fenilcetonúria e hipotireoidismo congênito;
·        Problemas visuais e auditivos;
Outras má formações.


INFECCIOSAS
·        Rubéola;
·        Sífilis;
Toxoplasmose.
·        Infecção hospitalar;
·        Meningite;
·        Sarampo;
·        Paralisia infantil;
·        Caxumba.
MECÂNICAS
·        Quedas;
·        Traumatismo;
·        Abortos;
·        Partos prematuros;
·        Sangramentos.
·        Traumas cranianos, musculares e ósseos;
·        Lesões nervosas.
·        Acidentes automobilísticos;
·        Agressões físicas;
·        Quedas.
FÍSICAS
·        Raio X.

·        Fogo, solda;
·        Instrumentos cortantes.
TÓXICAS
·        Medicamentos;
·        Drogas;
·        Álcool;
·        Cigarros.
·        Medicamentos;
·        Oxigenioterapia não controlada (cegueira).
·        Medicamentos (sudez);
·        Produtos de limpeza;
·        Alimentos contaminados.
MÁ ALIMENTAÇÃO
·        Desnutrição;
·        Anemia.
·        Desnutrição;
·        Anemia;
·        Problemas metabólicos.
·        Desnutrição;
·        Retardo no desenvolvimento mental;
·        Infecções.
OUTRAS
·        Hipertensão;
·        Problemas cardíacos;
·        Diabetes;
·        RH negativo.
·        Prematuridade;
·        Dificuldade respiratória;
·        Icterícia;
·        Problemas metabólicos.

História e Curiosidades


Afinal Deficiência Mental ou Deficiência Intelectual?

Como visto sobre a história das pessoas com deficiência, e o ganho de espaço social, em 2007 após muitos debates entre pesquisadores e organizações como a AAIDD (Associação Americana em Deficiência Intelectual e do Desenvolvimento)  e OMS (Organização Mundial de Saúde), que o termo Deficiência/retardo Mental, deixou de ser utilizado, e passou a ser definido como Deficiência Intelectual.
          A mudança de terminologia implica em vários aspectos como: o termo utilizado torna-se menos ofensivo, considera a construção social da deficiência (ou seja, a deficiência deixa de ser atributo da pessoa e passa a considerar o tipo de suporte oferecido), revisão das práticas pedagógicas, considera o possível atendimento educacional, entre outros. 
 Assim a deficiência intelectual passa a ser definida como: “uma incapacidade caracterizada por limitações significativas tanto no funcionamento intelectual (raciocínio, aprendizado, resolução de problemas) quanto no comportamento adaptativo, que cobre uma gama de habilidades sociais e práticas do dia a dia . Esta deficiência se origina antes da idade de 18”. (Shogren et al, 2010, p. 6).
Os comportamentos adaptativos são:
-  Habilidades conceituais -  linguagem  e alfabetização; dinheiro, tempo e conceito de número, e auto-direção.
 - Habilidades sociais - habilidades interpessoais,responsabilidade social, auto-estima, credulidade, ingenuidade (ou seja, cautela), resolução de problemas sociais, e a capacidade de seguir as regras, obedecer às leis, e evitar ser vítima
Habilidades práticas - atividades da vida diária (higiene pessoal), qualificação profissional, saúde, viagens / transporte, horários / rotina, segurança, uso de dinheiro, uso do telefone.

REFERÊNCIAS
ALMEIDA, Maria Amélia: O Caminhar da Deficiência Intelectual e Classificação pelo Sistema de Suporte/Apoio;[1] UFSCar – São Carlos 2011.
PESSOTTI, Isaías. Deficiência mental: da superstição à ciência. São Paulo: T. A. Queiroz, 1984.
Bases de Dados:
Site: Organização Mundial da Saúde. http://www.who.int/countries/bra/es/ acessado em Janeiro de 2013.
Site: Associação Americana em Deficiência Intelectual e do Desenvolvimento http://www.aaidd.org/ acessado em Janeiro de 2013.


[1] Almeida, M.A. (No Prelo). O Caminhar da Deficiência Intelectual e Classificação pelo Sistema de Suporte/Apoio. IN: M. A. Almeida (ORG.) Deficiência Intelectual: Realidade e Ação. São Paulo

História e Curiosidades


Na antiguidade e idade média, as explicações para todos os acontecimentos eram justificados de forma mística, centrada nas concepções da igreja, nesse contexto a deficiência era tida como uma dádiva divina ou uma possessão demoníaca, logo a pessoa com deficiência possuía uma força do bem ou do mal.
As pessoas com deficiência eram abandonadas, mortas, porém com a reforma cristã tais atitudes passaram a ser condenadas, surgindo assim uma visão de caridade e misericórdia para com estas pessoas, que passam desde então a ter direito a sobrevivência.
Por volta do século XV Paracelso e Cardano, começam a buscar respostas para as deficiências do ponto de vista médico, assim passa-se a acreditar que as pessoas com deficiência são possíveis de ser tratadas e curadas.  Em Londres no século XVII, Thomas Willis, propõe que a “idiotia” é produto de estruturas ou eventos neurais que sofrem lesões ou disfunções.
  John Locke em 1960 foi o primeiro a pensar a questão da educabilidade da pessoa com deficiência mental, pois ele considera que este é fruto de um estágio de carência de ideias e operações intelectuais.
 No Brasil as primeiras discussões científicas e preocupações com as pessoas com Deficiência Intelectual, surgiram no começo do século XX, na época o termo utilizado era crianças mentalmente atrasadas.  (MAZZOTTA, 2001).
 Assim na metade do século XX, já existia cerca de quarenta estabelecimentos de ensino regular público que oferecia algum tipo de atendimento escolar especial para pessoas com  deficiência intelectual, além de quatro instituições especializadas sendo uma pública e as demais particulares duas delas são as mais conhecidas atualmente, a Pestalozzi e a APAE - Associação de Pais e Amigos do Excepcionais. 
     Pelo contexto histórico é perceptível as evoluções referente a questão do reconhecimento da pessoa com Deficiência Intelectual como ser social.
    Os aspectos referente a educação dos alunos com necessidade educacional especial,  passou por muitos mitos e verdades, o que contribui para concepção da deficiência e a forma que este é visto socialmente, o que chamamos de identidade social.
       A posição que nós educadores estamos agora no século XXI, nos remete a uma posição de reflexão, sobre tais aspectos e a influência sobre nossas práticas, e qual posição devemos assumir, para que possamos contribuir para o desenvolvimento dos nossos alunos e essa construção de identidade, uma vez que a deficiência não esta na pessoa, mas nas condições dada a ela para se desenvolver.
Este Blog foi criado por estudantes do curso de graduação em Educação Especial, como requisito da disciplina de Ensino Colaborativo, com o intuito de disseminar informações referentes a temática da Deficiência Intelectual para todos aqueles que tenham interesse em adquirir maior conhecimento nessa área.